Meus caros!
Comecemos pelo que urge. Pelo que aflige a todo economista de boa estirpe! A fome do Estado!
(Entrada triunfal! São as trombetas que acompanham o título!)
Temos no jornal Valor Econômico de hoje (31/07):
"Superávit primário do governo central cresce 13,4% no 1º semestre. Despesas e receitas registram, no período, aumento maior que o do PIB" .
Pra quem não sabe, governo central inclui Banco Central, Tesouro e Previdência. Dois fatos assustam: a velocidade do aumento das despesas foi 2,7% acima do PIB, e as receitas, em comparação ao produto nominal, cresceram 3%. Um alivía: a taxa de aumento das despesas é bem menor que do ano passado, mesmo período, que foi de 6,2%, um absurdo.
Não é à toa o crescimento pífio nos últimos anos. E não é a esmo a baixa proporção do middle market entre as empresas do país: informalidade ou Simples aos pequenos, "Bolsa TJLP", investimento direto lá fora ou escala para as grandes. Quem não ganha tratamento fiscal especial se vira como pode (e como não pode!).
O resultado primário até agora é de 3,6% do PIB, perto da nova meta (alterada seguindo os PPIs). Sinceramente, mantê-lo nos próximos anos será uma árdua tarefa, especialmente se as despesas continuarem neste rítmo. Isto porque não acredito que o lado da receita continue a cobrir os gastos. Não pelo aumento de tributos, pois níveis superiores seriam acompanhados de gritaria e possivelmente não passariam no Congresso; talvez pelo aumento da massa salarial e da lucratividade das empresas, quem sabe. Ou seja, dependemos do crescimento do país! Justamente o que vem sendo atravancado pelos pesados tributos! Estamos sinucados!
Por fim, polemizo! O destaque entre as despesas ficou para aquelas vinculadas ao mínimo (subiram extravagantes 19,2% em relação ao ano passado), despesas com abono salarial e seguro desemprego (16%). Mas, os gastos com salários do funcionalismo subiram para 4,51% do PIB. Mais ou menos o que o país gasta com educação! Podemos chamar isso de "Bolsa Classe Média"? Classe média funça, claro! Como Diogo Mainardi já nos alertara, a "luta de classes" (COMUNIIIIISTA!!!) no Brasil é entre nós e o Estado! Acho que é quase por aí: se trava entre burocratas (e agraciados com gorjeta pública) e classe média não-contemplada!
Nem a "zelite", constante nos discursos do lula-molusco, estão no segundo grupo - já que levam o seu via BNDES!
Seria uma espécie de estatização do indivíduo?
Quantos de vocês não querem ser estatizados?
p.s.: eu já levo o meu pro bolso! R$ 940,00 todo mês! Acumulando capital humano para ser mais um especulador - mal sabem eles! "Sincofanta" diria a professorinha do PSOL (partido do socialismo OU liberdade!)
Tuesday, July 31, 2007
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