O que podemos esperar de um ambiente de juros internacionais baixos por longo período, grandes players com câmbio desvalorizado artificialmente, o maior deles com déficit em transações correntes crescente, acúmulos gigantescos de reservas e preço do petróleo em alta? E se um dos maiores acúmulos de reservas vier de uma ditadura? Lembrando ainda que a Opep não é formada por exemplos de democracia.
Deveríamos acreditar, no mínimo, em grandes mudanças estruturais em todo o mundo. Economistas de boa estirpe, que levam mais a sério a escassez, já antecipam uma nova deterioração das finanças mundiais. A atual crise no mercado de crédito imobiliário parece “fichinha” perto do que pode dar as caras nos próximos anos. Estou falando dos Fundos de Riqueza Soberana (Sovereign Wealth Funds), constituídos por capital estatal, sendo boa parte formada por reservas internacionais acumuladas nestes anos de farto influxo de capital em países emergentes. E os problemas não provem apenas de quem investe este dinheiro.
Se no Brasil já discutimos o custo de oportunidade de se acumular mais que R$ 150 bilhões em reservas, imaginem países como China e Japão. Lá, o necessário para dar credibilidade e “colateral” aos investimentos estrangeiro já passou do ótimo. Era de se esperar um apetite por retornos maiores que 5% ao ano. Segundo estudo do Morgan Stanley, em 7 anos, estes fundos estarão movimentando mais de US$ 10 trilhões, muito além do movimentado por hedge funds ou fundos de private equity.
Sabemos que governantes têm objetivos (políticos) que diferem, em muitos casos, dos objetivos de um acionista “privado”. Usar (desperdiçar?) bilhões de dólares em investimentos externos podem trazer instabilidades preocupantes e de repercussões mundiais, dada esta divergência de escopo. Podemos imaginar ofertas hostis de fundos russos por empresas norte-americanas. Sauditas majoritários em empresas britânicas. Apesar de fantasioso, petrodólares da Venezuela tentando comprar petrolíferas texanas!
Não é de arrepiar a possibilidade de estatização dos meios de produção pela própria via capitalista? Muito alarmismo? Não sei. Afinal, o que aponta para uma reversão destes fatos? Os grandes acúmulos de reservas, que abastecem estes fundos, vêm tanto do alto consumo norte-americano quanto da política cambial dos acumuladores. Apesar da crise atual, dados do Departamento de Comércio dos EUA mostram que os gastos do consumidor subiram mais do que o esperado, em julho. Se a percepção for de que a restrição de liquidez é passageira e rápida, o padrão de consumo não tem porque mudar. Se não bastasse, a Ásia parece ter retornado à era mercantilista após a crise de 1997 – para mim, uma lição mal aprendida – e nada a faz mudar de curso, muito menos a pressão de Washington. Se vier, será lenta e quando convier.
Vindo de governos, minha máxima diz que, cedo ou tarde, as coisas começarão a feder. Apesar de cético quanto à efetividade da regulação financeira, acredito que este seja o caminho menos doloroso para este tipo de capitalismo de Estado crescente. Em se tratado de governos, caberia a órgão supranacionais (FMI ou BIS) colocá-la em prática. Assim como fundos hedge, os SWF são pouco transparentes em suas estratégias e em sua administração. Apesar disso, vale ressaltar que alguns destes fundos optam por não ter direito a voto na participação das empresas adquiridas, como foram os casos da China no Blackstone e o Government Investment Corporation, de Cingapura, em alguns de seus negócios recentes.
Mesmo assim, dá-me calafrio: falta de transparência mais governo mais trilhões de dólares. Ficar na mão do governo brasileiro já nos traz problemas suficientes. Aumentar a exposição a desvarios chineses, russos já não seria demais?
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37 comments:
(off-topic) meus caros, leiam meu novo texto no Liberos:
http://liberos.blogspot.com/2007/09/depois-da-relaxada-gozada.html
Comentem.
Abraços.
Qual a diferença entre comprar T-Bills ou Debentures da GM? Se há preocupações de ações políticas por parte deste fundos suberanos sobre empresas, por que não há preocupações de ações políticas sobre os debentures governamentais? Se a China quisesse quebrar o Brasil, o faria facilmente (lógico que com algum custo).
O problema não é comprar debêntures, é comprar ações. Mais precisamente: adquirir controle.
Acredito que o Loyola tocou no ponto certo: "o ajuste", a percepção de que continuará havendo liquidez, de que os BC’s sempre socorrerão os maus investidores. E a festa não para, parece que o show tem que continuar. Isso vai acabar nos custando bastante caro. Os manos deveriam saber que o crescimento se dá, necessariamente, em ciclos. As empresas que se tornaram frágeis e débeis ao longo de sua trajetória de vida têm que desaparecer. É o mundo cão, o darwinismo, o evolucionismo. Tentar impedi-lo só vai adiar, e aumentar, a queda. É ilusão acreditar que os EUA vão continuar consumindo mais do que produzem indefinidamente. Cedo ou tarde a porca torce o rabo, como diriam meus conterrâneos. E viva Scumpeter!!
Não é essa a questão! No post anterior, havia uma preocupação com a aquisição pelos chinas de 51% da Vale (não sei as estatísticas, mas nao sei se é necessario 51% para assumir controle, pode-se tornar majoritario da Vale com menos). Me pergunto quem é o principal cliente da Vale? Se os Chinas decidissem não comprar mais produtos da Vale. Se fizessem um embargo: Quem comprar produtos da Vale não terá seus produtos comprados pela China. O que acontece? A vale quebra de um dia para o outro? Eles quebram a Bovespa inteira? Acredito que sim. Por que ainda não o fizeram? Por que seríam necessarios esses mega fundos soberanos para atingir objetivos políticos? Existem meios mais baratos de se fazer isso. Parece uma preocupação um pouco alarmista, conspiratória. O que impedia Rockafeller de usar todo seu dinheiro para fins políticos? E os bilhonarios atuais? Deveriam eles ser regulados? Acho que não! Deveíamos ficar com medo do Bill Gates? Acho que não!
Ps.: Fazendo jus à origem de seu nome, o post anterior "Os Fundos Soberanos Representam uma ameaça ao Liberalismo e a Lógica de Mercado?" é bastante comuna! O Scumpeter (Sic) deve estar se revirando no caixão!
Sobre a situação fictícia proposta pela velhinha aí de cima - algo tipo chineses usarem (não)importações de maneira política versus fundos soberanos usados de maneira política - a diferença, e o porque de um não ser usado e o outro poder ser, vem do fato de que, no caso das importações, são muitos os prejudicados na própria China e de maneira direta. São investimentos estancados subtamente (já que estamos falando de siderurgia). Já no segundo caso, o uso de reservas internacionais de maneira política não tem impactos diretos sobre a população chinesa, de maneira que a pressão é muito menor (apesar de ser uma ditadura as pressões existem e tem certa voz). Acho que seria mais por aí.
Basta que os Chinas passem a comprar metais de outros lugares (Vale nao é monopolista desse mercado). Mas ai sairia muito mais caro o metal! Diriam alguns. Sim, use o dinheiro roubado pelo governo (impostos) para dar subsídios à importação dos produtos. Pronto, quebra-se a Vale sem prejudicar diretamente os de olhos puxados!
Ok, ok!
Mas continuo com vertigem: governo + trilhões + falta de transparência.
A mão inivisível do mercado sempre me guiou pelos árduas caminhos da argumentação lógica. Apesar de não ter nenhuma tese nesse início desse testículo de poucas linhas, vou tentar esboçar meu argumento.
O mundo passa por uma onda de volta ao mercantilismo, ao que fora dito, estamos observando uma onda crescente em que o metal estatal (dólar advindo de governos) vem ganhando espaço nas finnaças internacionais. E isso poderia ser desastroso economicamente e socialmente. Imaginem que o Citigroup tem como donos os sauditas (e de fato possuem, segundo o Michael Moore!), seria a catástrofe que fez aniversário no último dia 11 mais uma vez.
Economicamente, não desconsidero o fato de ser um desastre. A economia de mercado teria suas mãos atadas mais uma vez pelo estado, que deveria estar preopupado com questões mínimas, como assegurar o funcionamento de instituições, como a justiça, os poderes, a cobrança de impostos, o uso exclusivo da força para não cairmos num estado de natureza. O problema é que: se cada estado possui poder do dinheiro, defragaremo-nos num estado de natureza mundial, em que os Estados sucumbiriam nossa mão invisível, e talvez, nunca mais, nunca mais, teríamos a volta a essa economia... poderia ser um ponto de equilíbrio instável, um ponto de sela instável e a 'bolinha' nunca mais voltar para o equilíbrio.
O fato é que não podemos ficar no achismo. É um ponto instável ou estável?! Não sabemos. Devemos chegar a um consenso sobre. Segundo ponto: há motivos para aceditar que tudo volta para uma trajetória de equilíbrio da mão invisível. Se passamos do mercantilismo para o capitalismo comercial e deste para o industrial e financeiro, então, porque não estaríamos em uma situação de reverter isso sem o estímulo de órgãos supranacionais?! Hoje em dia, há maior flexibilidade no comando de 'Estados', e ressalto o plural, do que na véspera das grandes navegações. Haveria modo de reverter isso. Trocando em miúdos: o equilíbrio que estamos nos deslocando é estável no curto prazo; a economia de mercado voltará a cena, após essa onda de estatização, sem a necessidade de regulamentações supranacionais...
Sendo assim, acredito que meu argumento lógico não leva a tanto desespero e morte como se vem anunciando nessa nova era do capitalismo. É uma nova parte do ciclo, é preciso apertar os cintos e respirar fundo!
Nostradamus não o tería dito melhor! Nem de forma menos prolixa! Do pouco significado que tirei, parece muito alarmismo! Concordo se dicerem que "Estados" não têm direitos sobre todo esse montante de dinheiro. Concordo com o fato de investir no citigroup não é uma função do estado. Agora comparar isso aos atentados de 11 de setembro... só Mel Gibson em um de seus filmes diria algo parecido!
"Quem comprar produtos da Vale não terá seus produtos comprados pela China."
Realmente, me parece uma ameaça bastante crível. Aumann e Schelling devem estar tendo espasmos.
Bom, não vou nem comentar a operacionalidade e os custos de monitoramento.
Ninguém está preocupado com a quebra disso ou daquilo, mas sim com o mal uso de recursos, perda de eficiência. Rockafeller (Sic) e Bill Gates não nomeiam correligionárias para cuidar de seus investimentos.
Releia o post "Os Fundos Soberanos Representam uma ameaça ao Liberalismo e a Lógica de Mercado?" com cuidado, se ainda achá-lo comunista, não se preocupe, sou eu que me expresso mal. Escreva-me, e eu faço um desenho para que possa compreender melhor.
1-) Vou querer um desenho!
2-) Tente vender ou comprar algo de Cuba (Pode até ser um livro de Teoria dos Jogos)!
3-) Quanto aos correligionários, procure sabe sobre o BGI (Bill Gates Investments) e Michael Larson.
Quanto ao seu texto ser comunista, m explico: Você, que se finje de liberalzinho, um dia estava lendo o jornal e viu ssa reportagem que colocou no seu post. Logo seus neuronios pseudo-liberais começaram a pular! China? Soberano? Muito dinheiro? Mercado financeiro? = Colápso da "arquitetura-financeira mundial-do-neo-liberalismo-de-mercado-livre" Então, seus outros neuronios que não estavam em desespero começaram a pensar! E a solução óbiva veio: Regulação! Vamos tirar o poder político das mas dos Chinas e colocá-lo nas mãos dos Gringos! Vamos pedir para o FMI decidir o que fazer com o dinheiro dos Chinas! Vamos fomentar o liberalismo restringindo-o!! Que brilhante! Nem Aumann teria pensado em algo tão complexo!
Querido, vou poupar constrangimentos, não vou fazer-lhe o desenho. Vou tentar explicar em palavras mais uma vez, mas só mais uma vez. Vamos tentar esquematizando:
Assunto: Tomada do controle de empresas por governos soberanos.
Obs.: Parto do pressuposto que o interlocutor saiba que uma empresa gerida por políticos é mais ineficiente, pois um político tem uma função objetivo diferente de um empresário maximizador-de-lucro. Espera-se um nível mínimo de conhecimento acumulado dos leitores.
Problema: Governos soberanos (não interessa a nacionalidade) estão comprando empresas privadas (não interessa a nacionalidade). Isso pode levar a más gestões dessas corporações? Pode prejudicar os acionistas minoritários? E os clientes, teriam que pagar mais caro pelos mesmos produtos?
Obs.: Se estatizam a Vale os liberais reclamam, se o governo chinês compra eles não reclamam e se uma lei (regulação, regra, o nome que lhe convir), impede essa compra eles reclamam. É o "paradoxo do Liberal-de-carteirinha". O que se acha "o liberal", apenas porque é Dogmático.
Possíveis soluções: Aberto a sugestões, de preferência pragmáticas, mas não me aborrecerei se o leitor só tiver dogmáticas. Não as levarei a sério mesmo.
Obs. final.: De Cuba eu só me interresso pelas prostitutas com doutorado.
Finalmente um tom menos alarmista! O fim já não está mais tão proximo! Seu post teria sido muito melhor caso você tivese adotado a postura atual. Ao contrário de você, apresento argumentos:
Você coloca, de forma dogmática, aquilo que seus professores colocaram na sua cabeça (vc já passou na Anpec cara, pode começar a pensar agora!): "...uma empresa gerida por políticos é mais ineficiente, pois um político tem uma função objetivo diferente de um empresário maximizador-de-lucro." Primeiro, empresários não só maximizam os lucros, segundo, empresas estatais não apenas seguem objetivos politicos. Sobre minha primeira afirmação, recomendo que leia alguns artigos do Arial Rubinstein, muito interessantes. Sobre o segundo: O que você me diz da Petrobrás? Ineficiente? Dos departamentos de pesquisa do B.C.? Do Ipea (esse talvez mude). Tenho certeza que conhece pessoas do Ipea, que realmente trabalham muito. B.C. do Chile é outro exemplo que conheço um pouco. Se eu tivesse um pouco mais de conhecimentos poderia escrever uma lista enorme de contra-exemplos de seu dogmatismo. Concordo que exitam muito exemplos do que você diz. Departamentos de universidades publicas são ótimos exemplos. Mas a relação ineficiencia - estatal não é tão direta.
Como você deve muito bem saber, eficiencia alocativa depende muito de incentivos, que depende de instituições. Não vejo uma ligação direta entre estrutura proprietéria de uma empresa e as instituições que regem os incentivos individuais de uma determinada empresa. Não vejo uma ligação direta entre a China ser dona da IBM (que o é) e uma mudança nos processos internos de administração.
Ps.: Primeiro você evoca a autoridade de Aumann e Schelling e depois vem com essa historia de putas com doutorado? Bem fraquinho em!
Eu gostei da idéias das meretrizes com Doc, aliás, discutir-se-á melhor o sexo dos anjos com elas, de preferência, na cama!
Public Choice desrespeitada.
"empresas estatais não apenas seguem objetivos politicos"
-> os objetivos políticos que me assustam
"O que você me diz da Petrobrás? Ineficiente? Dos departamentos de pesquisa do B.C.? Do Ipea"
-> ilhas circundadas de ineficiência, exceções; o que já abre espaço para a dúvida quanto a tudo que seja estatal. Quanto a Petrobras, há controvérsias. Vide últimos casos de desvio de dinheiro, vide o fato de não poder mandar gente embora, Ceará Steel etc.
"a relação ineficiencia - estatal não é tão direta"
-> não é direta mas existe, e muita; logo, abre espaço para a preocupação.
"Como você deve muito bem saber, eficiencia alocativa depende muito de incentivos, que depende de instituições"
-> A afirmação contrasta com um anterior: " E a solução óbiva veio: Regulação! Vamos tirar o poder político das mas dos Chinas e colocá-lo nas mãos dos Gringos! Vamos pedir para o FMI decidir o que fazer com o dinheiro dos Chinas!". Que outro tipo de instituições que não CVMs, FMIs etc. você propõe?
"Não vejo uma ligação direta entre a China ser dona da IBM (que o é) e uma mudança nos processos internos de administração".
-> Ah não? Qual seria a resposta da Petrobrás no caso Bolívia se ela não fosse estatal? A pergunta vale se o governo fosse apenas majoritário.
Às vezes, mais preocupante que ter estatais como proprietários dos nossos meios de produção (hehe!), seriam duas coisas:
1- uma possível onda de protecionismo, de governos com "medo" dessa onda oriental, e dos petrodólares.
2- Que distorções de preços ocorreriam quando uma avalanche de bilhões rolar toda semana. Afinal, sõa quase US$5 bi por semana acumulados!
Primeiro: Os que foi dito até agora, como bem colocou o boyola y boyola, nao passa de fobias.
Segundo: Como mal colocado por bichola e bichola, nao há contradicao no meu argumento. Existe uma enorme diferenca entre instituicoes internas que determinam os incentivos dos trabalhadores e instituicoes politicas como FMI, e orgaos reguladores como a CVM.
A sugestao comuna dada anteriormente queria expropriar o direito dos chinas de atuar nos mercados fianceiros (livres) e passar o poder de barganah todo aos politicos que controlam o FMI ou qualqer outro orgao regulador.
As instituicoes que me referi, administrativas, dificilmente seriam alteradas pela estrutura proprietaria da empresa. Os exemplos que usei sao apenas para ilustrar a possibilidade de eficiencia de meios de producao estatais. Para deixar claro quem seguia dogmatismos nao digeridos.
É possivel que toda essa catastrofe pre-anunciada por voces aconteca. Assim como era possivel o Bug do milenio e o Armagedon. Mas muito improvavel. Logo as preocupacoes postas por aqui nao passam de fobias infantis.
Cansei deste topico! Facam outro! Nao gosto de coisas boas! Facam outro sobre catastrofes! Que tal o aquecimento global? Muito batido? Entao falemos do poder de argumentacao do Don chinelo! Outra catastrofe! Sei lá! Inventem algo para me divertir!
A inutilidade de "siricoticos" em discussões como estas vem disto mesmo: o tópico acaba cansando, todos se infantilizam (a começar pelos erros grotescos de português, como "diCerem" - mais que um SIC merece um SICK - em September 14, 2007 4:17 PM) e aquilo que interessa, a discussão em si, fica em segundo plano, logo abaixo dos egos inflados dos "free-thinkers". E "argumentos" ad hominem correm soltos - e os psudonimos, em parte, serveria para evitar isso.
Me apoiando em "otoridades", o Roubini aponta os SWF como o próximo "problema" das finanças internacionais. "Ah! mas ele é um pessimista". Mas não é um idiota. E seu custo de oportunidade de buscar "fobias infantis" e produzir textos dogmáticos é altíssimo.
A velhota, borrando sua fralda geriátrica, disse: "As instituicoes que me referi, administrativas, dificilmente seriam alteradas pela estrutura proprietaria da empresa."
-> a literatura de agente-principal é inútil, para divertir acadêmicos, afinal instituições administrativas são dificilmente alteradas pelos acionistas da empresa, né?!
Voltando ao que acadêmicos, como nós supostamente somos, deveriam se preocupar, ou pelo menos conjecturar, livre de chiliques:
1- uma possível onda de protecionismo, de governos com "medo" dessa onda oriental, e dos petrodólares.
2- Que distorções de preços ocorreriam quando uma avalanche de bilhões rolar toda semana? Afinal, são quase US$5 bi de reservas por semana acumulados!
Por mim o tópico continua, me divirto demais com os acessos da senhora Rosenbaum.
Não vou despender tempo mostrando a ineficiência de empresas estatais em relação às privadas, como disse anteriormente, espero um nível mínimo dos meus interlocutores.
Uma pequena correção: o que essa velhinha tem na cabeça não são idéias dogmáticas, é devoção. rs..
"Ps.: Primeiro você evoca a autoridade de Aumann e Schelling e depois vem com essa historia de putas com doutorado? Bem fraquinho em!"
Hahaha... cometi um pecado, escrevi a palavra "puta" ao lado dos sagrados nomes de Aumann e Schelling. Puta merda, não vou para o céu! Blasfemei diante dos deuses.
E ainda se julga o livre pensador, o iconoclasta, o que pensa sozinho, pois já passou pela Anpec.
Finalmente um tópico de sucesso no nosso blog!
Grato a todos que estão dando a sua contribuição.
"Não vejo uma ligação direta entre estrutura proprietéria (Sic) de uma empresa e as instituições que regem os incentivos individuais de uma determinada empresa."
Hum... o "liberal-de-carteirinha" está virando comuniiiiiiista.
Desconfio que seja só pra afastar a fama de dogmático.
Se não consegue perceber a ineficiência de uma estatal relativa a uma empresa privada sugiro que volte ao século XVIII, pré Smith. Lá terão prazer em discutir esses assuntos contigo. Nós aqui, e acredito que falo por todos os integrantes do Blog, tomamos isso como uma premissa básica. Bem básica. Não vamos discutir o be-a-bá.
"O que você me diz da Petrobrás? Ineficiente?"
Ineficiente. Digo-lhe que ela estaria melhor se fosse privada. Longe de nomeações políticas, regida apenas pela meritocracia.
IPEA?
Está de brincadeira, né? 500.000 doutores, 10 publicam regularmente.
É um brincalhão mesmo!
Ok, vamos nos organizar! Toda essa historia de Ipea, petrobras blabla, levantei apenas para demosntrar que não é necessariamente verdade que empresas estatais são menos eficientes. Me dei mal, usei exemplos brasileiros, fui burra! Mas o principio geral ainda é valido!
Prop. 1:Empresas estatais podem ser tão eficientes quanto empresas privadas.
Outro ponto que eu fiz, com a historia de instituições, é que, ao comprar uma empresa privada, um determinado governo não necessariamente irá alterar os processos internos de gestão, não tornará a empresa ineficiente. No caso da china, acho bastante improvável que isso ocorra, empresas chinesas são bastante eficientes, mesmo as que são do governo (lá, em ultima instancia todas são do governo, basta ele falar: É minha!).
Prop. 2: A compra de uma empresa privada por um governo não deve torná-la mais ineficiente.
Finalmente, os argumentos apresentados e questões levantadas, a menos dessas ultimas levantadas por viadinho y viadinho, não passam de fobias.
Prop. 3: (não podia faltar meu divertimento) Vocês são Todos umas bichinhas!
Agora, aos pontos levantados por lyola y loyola:
2-) As reservas colossais já são acumuladas, nossos produtos, assim como nossas emrpesas ficam mais caras. Qual o problema?
1-) Fobias. Muito astuto esse loyola. Quase tão bom quanto seu criador. Usou meu argumento para inventar outro! Muito bem. Relamente isso é algo a se temer. Políticos com medo. O mesmo medinho que fez nosso amigo que gostou tanto da era pré-Smith, que ficou com as ideias paradas por lá. A solução obvia ja foi dada: Protecionismo, regulação! FMI nos salve! As consequencias são obvias também. A economia se afasta do livre mercado e se aproxima do coletivismo. Como deixou nas entrelinhas de seu texticulo nosso amigo russo.
Esse é o unico ponto relevante que veio dos autores desse blog. Muito diferente das profecias de fim de mundo que originaram essa discussão.
Empresas ficariam mais caras porque elas valeriam mais, ou simplesmente porque existe uma demanda de US$ 5 bilhões de dólares semanais por elas?
Uma nova crise à la dot.com?
Descasamento dos fundamentos das empresas?
Bastante relevante.
"O mesmo medinho que fez nosso amigo que gostou tanto da era pré-Smith, que ficou com as idéias paradas por lá."
Nunca fui muito bom pra interpretar textos, mas essa frase em particular vai além de minha capacidade (que já não é muito grande). Não consigo lê-la, entender seu sentido. Se puder me fazer um desenho...
"solução obvia já foi dada: Protecionismo, regulação! FMI nos salve! As conseqüências são obvias também. A economia se afasta do livre mercado e se aproxima do coletivismo."
Opa, protecionismo é palavra nova por aqui. É essa a sua solução para o problema? Protecionismo e regulação são sinônimos?
Uma instituição como a CVM, porém de caráter supranacional, levaria a economia mundial do livre mercado para o coletivismo. E essa ainda é uma conseqüência obvia. Definitivamente, não estou preparado para as obviedades.
Isso que eu chamo de catastrofismo.
Prop.1.: Se as empresas da China são ou não eficientes é irrelevante pro debate. Essa não é a regra. E mesmo se elas fossem, não necessariamente os chinas vão administrar as empresas de origem brasileira como administram as de origem chinesa.
Vamos trocar China por Venezuela nos exemplos, fica mais radical, mais temerário, mais "fóbico".
Loyola 2.: Que distorções ocorreriam? Não sei, mas que elas ocorreriam, ocorreriam. Se bilhões são alocados ineficientemente podemos esperar distorções de preços relativos em favor de bens que, talvez, "no limite", não deveriam nem existir.
Loyola 1.: Como diria a ex-namoradinha do Brasil: "Eu tenho medo". Se o Hugo Chaves, ou a PDVSA, resolver comprar o Itaú ou o Bradesco eu temerei. Não recriminaria uma onda protecionista nesse sentido. Mas a Kira é corajora. Ainda bem que temos brasileiros destemidos.
Deveras, meu poder de argumentação não é dos melhores, mas o maior dos problemas não é que 'estou do lado da verdade', mas ela que me persegue! hahahah
Para nosso amigo com capacidades intelectuais limitadas segue o desenho: Clique aqui!
Carlyle to Sell Stake to a Mideast Government Pronto!!! É o fim da industria de Private Equity!!! OHH MEU DEUS!!! Quem poderá nos salvar!!!
"The Carlyle Group, the buyout firm, agreed yesterday to sell a MINORITY stake to the Abu Dhabi government in a deal that reflects the growing financial power of the oil-rich Middle East."
Paro de ler a reportagem na primeira frase. Me basta!
Quanta eloquencia! Que capacidade de argumentação!! Fico imprecionada!!! Por ideias assim que você continua falando suas bobagens e continua preso a ideias que só tem espaço em cursos de HPE!
Parei de discutir. Não te levo mais a sério. Ignorância tem limites!! E você já é reincidente.
"Fico imprecionada!!!" (SIC) ????
Comece a colocar dois "s" entre vogais.
Mais um ótimo argumento!!! Como você se supera!!!
Ai Meu Deus, eXtruParam a Língua Portuguesa!!! Eu vou chamar o Professor X-Burguer Pasquale!
qua qua qua qua qua qua qua!!!!
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