Wednesday, August 1, 2007

Prenúncios do Apocalipse!

Bem, a hora que eu começar a falar do Estado mesmo, vocês vão dizer que sou mais anarquista que qualquer outra coisa. Mas vamos por partes, Loyola. Manter o nível alto das receitas não me parece ser tarefa difícil, a carga tributária violenta não só o contribuinte, pessoa física, mas também pessoa jurídica. Isso é ruim?! É! Temos uma das maiores cargas tributárias do mundo e sem o aporte de serviços welfare-state que a Dinarmarca (a maior carga tributária) tem. Mas eles não tem uma dívida interna tão grotesca como a nossa. Não porque ela seja grande, mas é porque o mundo ainda duvida da gente pagar isso. Se eles duvidam, o arrocho é necessário para sinalizar que estamos fazendo algo. A entrada do Estado nos negócios pode ter um efeito devastador na economia, como uma desaceleração do crescimento, mas vamos ser mais realistas! A falta de crescimento se deve no Brasil mais a falta de uma infra-estrutura adequada para a produção e o movimentar das engrenagens da economia, na minha modesta opinião. É o que aliás, falta muito nesse país, transportes descentes para a locomoção de pessoas e de cargas! Mas disso, eu quero tecer com cuidado no próximo encontro...

No que tange ao nível de despesas e o cerne de sua polêmica, Loyola, eu acredito no seguinte: todo mundo quer ser estatizado. Eu quero, tu queres, ele quer, nós queremos, vós quereis, eles querem (e como querem, nossos deputados e senadores!), mas vamos ao que interessa: se o nível de despesa fosse compatível sequer com o atendimento descente do público com o privado, eu aceitaria esse estupro fiscal, o problema, como disse, é que não é! O pobre quando vai a fila do hospital implora: 'Dotô, DoTô, por favor, me atenda, minha mulher vai ter um filho no corredor do hospital e vai ter por cesária, o seu amigo médico nos disse!', o 'Dotô' chega e diz: 'Calma, calma, não priemos pelo pânico, o brasileiro está não só acostumado com as infecções hospitalares, mas com todo o caos da próxima iniciativa privada, veja só os aeorportos e as suas filas nos guichês...', mas 'Dotô', diz o pobre pobre, 'eu não tenho tempo sequer para viajar, quanto mais dinheiro, o que me interessa é minha mulher e filho, atenda-me', 'pois é', meu filho, 'mas o equipamento novo que encomendamos está no Porto de Santos preso pelos portoviários, na fila do check-in, esperando por médicos competentes para utilizá-lo...' pergunto, a culpa é de quem?!

18 comments:

Loyola y Loyola said...
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Loyola y Loyola said...

escusa mi Don però devo dire una cosa Me apoiarei nos ombros de um economista famoso; não tão grande, mas famoso! O que ele disse encaixa como uma luva na minha opinião quanto à primeira parte de seu comentário.

Deu hoje (01/08) no Estadão comentário do Raul Velloso:

"O superávit poderia ser obtido de outra maneira. Poderia ser com impostos e gastos correntes menor e gastos de investimentos maiores. Há outras formas de se fazer superávit.

A questão é que os recursos da arrecadação do governo vêm de uma extração de dinheiro da sociedade, sob a forma de impostos.

E quanto mais se retira da sociedade, menos poupança sobra para as pessoas e as empresas. além disso, quando estes recursos são usados para cobrir gastos correntes elevados, o País deixa de investir em áreas importantes como infra-estrutura e não se prepara para crescer a longo prazo


Não mencionei os investimentos em meu texto, verdade! Mas queria atacar os gastos correntes.

Unknown said...
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Anonymous said...
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Anonymous said...

Superávit com gastos correntes menores e investimentos maiores, superávits com mais gastos em saúde e educação e menos gastos em linhas de financiamentos da produção, superávits com mais gastos em limões e menos em abacaxis, superávits com mais gastos com o dízimos e menos gastos com imagens de santos, superávits com legalização de drogas e menos gastos com policiamento, superávit com mais aeroportos e menos estradas, superávit com mais gastos em esportes e menos artes cênicas, superávits com mais incentivos a classe dos artistas e menos a dos futebolistas, superávit com mais gasto em combustíveis alternativos e menos gastos com a previdência, superávit com mais prisões e menos celulares, superávits com mais branca de neves e menos chapeuzinhos vermelhos, superávits com mais Lillian Witte Fibe e menos Mirian Leitão, superávit com mais hospícios e menos quartéis, com mais foices e menos martelos, superávit com mais galinha preta e menos estrelas cadentes, com mais Raul e menos U2, temos espécies de superávits pra qualquer religião, credo ou ideologia. Ao gosto do freguês, é só escolher. Desde que se encontre uma forma de amarrar os gastos, impedi-lo de se multiplicar mais do que os pães e peixes, eu engulo qualquer forma de superávit.

Dr House said...

Sim, esse é um bom ponto, amigo! Superávits na direção de infra-estrutura! Mas para se ter superávits consistentes com um carga tributária estupradora e gastos ínfimos em investimentos, é necessário infra-estrutura. Ai que vem: como?! Talvez, se nossos mensalões acabassem?! Seria possível... talvez se o pouco que se conseguiu com as privatizações fosse investido... seria possível... talvez se os senadores e deputados deixassem de criar emendas parlamentares que permitissem eles construíssem açudes em seuas propriedades no Nordeste, desviando o dinheiro do orçamento público para sua propriedades particulares... seria possível... se o Presidente deixasse de viajar tanto... seria possível... se o cachorrinho da madame deixasse de urinar em via pública... também seria possível, pois aí seria menos gasto com garis e serviços de limpeza pública! O que aliás, diminuiria as CPI's do lixo e menos gasto para parlamentares se convocarem em reuniões extraordinárias nas férias, uma vez que nossos pobres legisladores cansam-se demais trabalhando no período normal... coitadinhos!

De fato, os custos democráticos demandam somas de recursos monstro para girar uma forma de governo que Churchill dizia ser a pior, excluindo todas as outras! Mas se a mentalidade do brasileiro, a que eu me incluo, mudasse, talvez tivéssemos somas razoáveis para aumentar os investimentos necessários para o país crescer.

Anonymous said...

Nada contra arrecadação de receita do Estado, afinal ele precisa de alguma fonte para financiar seus gastos. Mas, convenhamos que os recursos arrecadados devem ser utilizados com fins públicos e não apenas para enriquecer os políticos ou para financiar gastos nas suas campanhas.

Além disso, o Estado deve ter a capacidade de investir em setores necessários, onde não existem atrativos para a iniciativa privada. Se os recursos são desviados, como ele vai sinalizar para as empresas privadas que determinados setores podem ser lucrativos?

Enquanto não houver um aparato legal que reduza a corrupção no Brasil, haverá essa imensa ineficiência no setor público. É tudo um questão institucional.

Dr House said...

boa! tudo uma questão institucional, mas em que sentido?! instituições formais, como órgãos reguladores; ou instituições informais, como regras e cosutmes de uma sociedade?! Como dizia Jabor, se for a segundo tipo, estaríamos todos ferrados! Imagina só se o prblema do Brasil fosse não apenas as leis, mas a mentalidade?! Seria a tal 'teoria dos trópicos' em que os países subdesenvolvidos estariam entre os trópicos, ou teoria da latitulde, como dizia um velho amigo nosso?! rsrssrs...

Dr House said...

O Turattovsky concorda comigo!

Loyola y Loyola said...

Na minha cabeça já está tudo resolvido! Que se coloque em prática duela a quem duela diria, no mais elevado portunhol, collor (não coloco o nome desses caras em letra maiúscula!)!

De hoje em diante, só entra funça novo se sair funça velho! Os ministérios da carochinha serão fechados (sabemos quais são - cultura, desigualdade, pesca...).
E a petrosauro será repassada aos investidores privados. 100%.
E não me venham com "petróleo é nosso" nem "é estratégico". Estratégico é extraí-lo com competência, fazer investimentos livres da variável "política" e da variável "por fora".

Se não formos capazes de fazer a máquina rodar com este batalhão de gente que sobra, então aceito a teoria dos trópicos: somos mentalmente inferiores!

Seguindo nosso amigo tura, superávit de gente buscando a iniciativa e privada e menos a pública! Chega de desperdiçar capital humano de primeira!

Anonymous said...

Meu velho amigo Maynard não consegue se libertar dos grilhões vermelhos que sufocam sua linha de raciocínio. Não se incomodar com o aumento desenfreado dos tributos revela seu teta. Já passamos da terça parte da riqueza produzida no Brasil. Daqui a pouco atravessaremos a barreira (concreta, não psicológica) dos 50% e poderemos declarar oficialmente o Brasil como um país Neocomuna, Socialista Bolivariano, Socialista Socialmente Social... sei lá. O que meus "Caros Amigos" preferirem.

Ainda bem que nos desviamos do assunto: "o que fazer com o superávit"? Não queria ver pretensos liberais defendendo superávit com política industrial, com mais investimento em setores estratégicos, etc.

Dr House said...

Eu ainda acho que deviam privatizar o Brasil ou entregar tudo pro Bloomberg, não o canal, mas o dono do canal!

Dr House said...

peraí, mas ai, Turattovsky, vc está sendo muito Republicano! eu ainda prefiro Clinton a Bush...

Anonymous said...

Clinton era mais liberal que Bush. Bush é um mega intervencionista, um quase comuna.

Dr House said...

mas republicanos sempre defenderam maior corte nos impostos.
E apesar da relatividade, Clinton é comuna, se comparado com Reagan.

Loyola y Loyola said...

Importante lembrarmos que o superávit é primário, mais uma invenção para acobertar um déficit, o nominal.

Se fosse nominal, o superávit deveria retornar em forma de dividendos pra cada que paga imposto, que tal? Porque só comprou o risco-país que deu dinheiro para ele. E como o governo vai fazer besteira com a sobra, que deixe com quem sabe!

Não esqueçam, e compareçam:

Dia 4 de agosto de 2007 - 14:00HS Ato público contra a corrupção e ao governo Lula.

LOCAIS:

São Paulo – Concentração na Av. Paulista (c/ Pamplona)
Rio de Janeiro – Concentração no Forte do Leme (Copacabana)
Vitória – Concentração na Praça do Papa (Em frente ao Palácio do Café)
Brasília – Aeroporto JK Curitiba – Concentração na Rua XV, em frente à Praça Osório
Belém – Praça do CAN
Porto Alegre – Aeroporto Salgado Filho
Belo Horizonte – Concentração na Praça da Liberdade
Natal – Aeroporto Augusto Severo
Maceió – Conc. em frente ao Trib. de Contas de Alagoas-Av. Fernandes Lima
Recife - concentração: marco zero (recife antigo)
Alagoas - na Avenida Fernandes Lima.

Loyola y Loyola said...

Só votaria na Sra. Clinton se ee parar de usar calça e voltar a usar saia. Calça é coisa de homem!

No fim, nestas eleições americanas temos que apoiar aquele que será o menos protecionsita possível! O negão (sue me!), com nome de quase-terrorista, vindo do centro dos EUA, deve proteger os grandes agricultores americanos. Descartado...

Anonymous said...

Eu dou o meu apoio ao candidato que propuser a anexação do Brasil pela América.